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Um bom sci-fi, a um passo do ridículo

“Um bom ‘science-fiction’ este Planet of the apes, que, tratando, embora, tema difícil, a um passo do ridículo, consegue manter-se nobre e eficiente, fazendo chegar ao espectador um conteúdo de parábola ambientado como uma aventura muito próxima dos modelos das histórias em quadrinhos. Não cabe a comparação com o mais ilustre exemplar do gênero, recém-exibido, o notável 2001 de Kubrick. Neste, o realizador de Dr. Strangelove proclamou o intento de narrar uma odisséia, fez na realidade mais um filme de antecipação com uma visão de futuro obediente às previsões atuais da ciência para aquela época, com implicações metafísicas, enquanto que no Planeta dos macacos a fantasia está em íntima convivência com uma proposição moral relacionada aos caminhos atuais do homem diante da perspectiva do apocalipse nuclear.” — Fernando Ferreira, 1968

Trecho da resenha publicada no jornal O Globo em 26 de setembro de 1968, quando estreou nos cinemas brasileiros o filme dirigido por Franklin J. Schaffner. O bonequinho aplaudiu sentado.

O longa é baseado no romance de Pierre Boulle.

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