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Fritz Lang e seu show de sadismo

“São poucos os filmes tão furiosos quanto este de Lang [Os corruptos, The big heat no original], que talvez tenha superado aquele de Raoul Walsh, também, por coincidência, com heat no título: White heat (Fúria sanguinária) É um show de sadismo: o background sonoro está cheio de gritos, gemidos, ruídos de caras quebradas e braços torcidos, do chiado de pele queimada com café fervendo (bisado no fim, contra o vilão, pela vítima)  — uma sinfonia macabra na qual o instrumento menos impressionante é o revólver, porque as coisas até seriam mais suaves se resolvidas a tiro. Violência física e moral — há, de parte a parte, um vale-tudo. E a cada passo o sentimento de vingança está mais forte no herói — e todo o paroxismo do filme não lhe nega, no momento oportuno, a poesia.” — Antonio Moniz Vianna, 1954

Trecho de artigo publicado no jornal Correio da Manhã em 1954 e incluído no livro Um filme por dia: Crítica de choque, de Antonio Moniz Vianna (1924-2009), com organização de Ruy Castro, lançado pela Companhia das Letras em 2004.

Na foto, Lee Marvin e Gloria Grahame.

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