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Respeito, lealdade e garotas verdes

“No fim, a magia que sempre me encantou em Jornada nas estrelas não era necessariamente o otimismo (ou polianismo, como alguns falam) em relação ao futuro, o vislumbre premonitório da tecnologia do amanhã (embora curtisse aquelas portas corrediças e os sintetizadores de alimentos), os efeitos especiais revolucionários ou até mesmo a direção, os roteiros e a trilha, todos ótimos. Era sua âncora: William Shatner como Kirk. Um homem, eu costumava dizer, que tinha o respeito da sua tripulação, a lealdade dos amigos e uma garota verde em todos os planetas. O que você poderia pedir mais da vida? Mas talvez isso seja uma resposta muito frívola. Talvez o rabino estivesse certo, talvez exista algo em Jornada nas estrelas além de naves espaciais bacanas e personagens malucos alienígenas. O que torna Kirk um grande lider é sua abertura e incentivo às opiniões dos outros ao mesmo tempo que é decisivo, inteligente e insaciavelmente curioso. E propenso a descartar regras e regulamentos quando necessário.” — Mark A. Altman, 2016

Trecho da introdução do livro 50 anos de Jornada nas estrelas: A história completa, não autorizada e sem censura [The fifity-year mission], de Edward Gross e Mark A. Altman, publicado no Brasil em 2016 pela Globo Livros. Tradução de Rodrigo Salem.

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